quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Coisas Belas e sujas

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14 razões para você publicar seu trabalho na internet e não em um livro

  1. Preço - é barato. Você pode montar um blog de graça se você trabalha com textos curtos. Se você quer lançar um romance, mesmo um blog oferece alternativas de publicação. Para publicar um livro, você vai precisar desembolsar uma boa grana e o retorno qualitativo e de resultados tem uma boa possibilidade de ser decepcionante.
  2. Abrangência geográfica – depois de publicado, seu livro corre um enorme risco de ficar encalhado. A distribuição é cara e as livrarias não têm boa vontade com estreantes. Porém, a minha experiência com o Cracatoa foi excelente desde o tempo em que ele era um site. Hoje ele tem o formato de um blog. Mas tenho leitores em todos os continentes. E, acima de tudo, o que eu escrevo paga todos os custos. Coisa que a uma edição de autor de um livro não aconteceria. Eu ficaria no prejuízo e os volumes na garagem. E eu nem tenho garagem.
  3. Total controle sobre seu trabalho – Jorge Luis Borges dizia que um escritor publicava para se ver livre do inferno de reescrever infinitamente. Isso é bom. Mas também é um inferno saber que um grave problema de enredo que você deixou passar ficará eternizado. Na internet, nada mais fácil que reeditar.
  4. Pioneirismo - Muitos já perguntaram se blog é literatura. Bobagem. Quem faz essa pergunta confunde o suporte com a obra em si. Uma garrafa pode ter vinho ou refrigerante. O blog pode ter notícias ou literatura. Ele é um formato ainda a ser explorado. O formato influencia sobre o melhor jeito de atuar sobre ele e você pode ser um pioneiro em novas técnicas e formas de expressão.
  5. Contato direto com seu público – Ainda que você tenha 50 leitores apenas, meu amigo, são 50 leitores. Você poderá ter contato direto com eles. Se você não sabe o que é receber um email ou um comentário de agradecimento por ter escrito um texto que mudou a vida de uma pessoa – verdade ou mentira, exegero ou não -, deveria tentar experimentar essa sensação. Já com o livro, você pode proporcionar efeitos sobre os mesmos 50 leitores mas talvez nem fique sabendo.
  6. É barato para o seu leitor – Depois de muito fuçar, seu potencial leitor encontrou seu livro em uma estante escondida nos fundos da livraria. Ele sopra as teias de aranha e abre as páginas há muito fechadas. Mesmo assim adorou o que encontrou e vai levar para casa. Mas ele terá que pagar. Porém, na internet, ele encontrou seu texto na comodidade do lar e de graça.
  7. Ver o fruto de seu suado trabalho – Eu já disse que você terá total controle sobre sua obra. Mas terá que trabalhar. Terá que divulgá-la. E sem ser invasivo. Fazer seu nome aos poucos. Conhecer sites e blogs literários e até não-literários. Fazer comentários. É um trabalho lento e paciente. Mas se o que você escreve for bom, se você fizer direitinho e com boa vontade, sem desistir e com disciplina e persistência, colherá os resultados. Se, no entanto, você só quer saber de escrever e ficar esperando de boca aberta que alguém importante diga alguma coisa e que você seja descoberto como nos filmes, desista. Isso é romantismo. Seja realista: trabalhe e colha.
  8. Fazer uma experiência – Muito bem, você é inédito e talvez só tenha a opinião de sua mãe e de alguns amigos. Se depois de tudo isso você ainda quer se ler em livro, não acha que é uma boa idéia testar os seus escritos com pessoas menos comprometidas com você? Antes de investir os seus trocados em uma suada edição de autor, com uns mil exemplares, é uma boa estratégia.
  9. Não precisar apelar para Leis de Incentivo – Leis de Incentivo, da forma como elas são hoje, não são éticas. O custo de publicar na internet, como eu já disse, pode ser zero e você não vai precisar lesar o contribuinte ou se meter com algum tipo de máfia.
  10. Você não precisa de um jornalista para dizer que seu trabalho é bom – Você publica, você divulga e a sua obra chega a seu leitor sem intermediários e sem precisar do aval de um caderno de cultura. Não importa quantos leitores sejam – cinco, quinhentos ou cinco mil – se você trabalhar com atenção, eles virão.
  11. Não prestar contas a ninguém – É comum que a editora peça para escritores mexerem em seus textos. Às vezes é necessário cortar um capítulo inteiro. Esse é o trabalho do editor: com uma visão crítica, deixar tudo ainda melhor. Mas nem sempre esses cortes são feitos em nome da estética. Editoras podem ter critérios que vão dos legais aos financeiros e creio que esses não interessam a você. Publicando em um site próprio, você só precisará responder a suas próprias expectativas.
  12. Aprender coisas novas – Grandes artistas, além de sua própria arte, conhecem ainda que superficialmente uma secundária. Se você quiser uma boa apresentação para o seu texto, vai acabar tendo que aprender um pouco sobre design para web e sobre programação. Nada drástico, mas isso entra no item “ter total domínio sobre seu trabalho”. Se preferir, poderá investir uma parcela do que gastaria com uma edição de autor pagando um designer. Pessoalmente, prefiro aprender sobre o assunto.
  13. Fama – Sim, eu sei. Você escreve para engrandecimento da sua arte sem nenhum interesse. Mas algum reconhecimento pessoal sempre é bom, ainda que pequeno. Todo mundo gosta.
  14. Dinheiro – Não pense em ficar rico. Ainda. Mas você, hoje, tem a opção de colocar anúncios em seu site que, com um pouco de conhecimento, podem pagar a hospedagem ou, com um pouquinho mais de conhecimento, render o suficiente para pagar também uma modesta gandaia de fim de semana. Todo bom escritor merece.
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sábado, 7 de novembro de 2009

Prisioneiro

Moro em uma prisão

Chama liberdade

Todas as coisas que nos prendem

São apenas objetos

Todas as coisa que nos libertam

São sagradas

É cedo para dormir

É tarde para trabalhar

É cedo para desistir

É tarde para fazer alguma coisa

Jacarandás florescem

Como nunca antes vi

Morrer de amor tá fora de moda

Viver só é sempre FODA.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Citação

"Viemos de um escuro abismo; vamos acabar em um escuro abismo; ao espaço iluminado entre os dois damos o nome de Vida".

No momento exato em que nascemos, começamos a morrer.

Entretanto, nesse exato momento começa também o esforço humano de criação, da realização de uma síntese que nos tornará imortais.

Essas duas forças contrárias, a que leva à vida e a que leva à morte se originam de uma mesma fonte, dessa força super-humana que lança tudo o que existe - plantas, animais e homens - do inexistente ao existente.

Nikos Kazantzákis

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

As distinções entre infância e maturidade, vida e morte, ontem e hoje existem para serem transgredidas.
O romance faz do leitor analista.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Corpo e Alma

O mundo já não teve homens, mas nunca se ouviu falar, até hoje, de um homem sem mundo. A biologia tradicionalmente dividia homem, para o seu estudo, em: cabeça, tronco e membros. Apesar de haverem homens sem membros, nunca se viu por aí um homem sem cabeça, mesmo que alguns pareçam não usá-la. Mesmo que o homem tenha sido dividido em corpo e espírito ou alma nunca houveram conclusões definitivas a esse respeito. Por mais cruel que seja um homem nunca se pode afirmar que ele não possua alma, e até hoje nenhuma pessoas séria comprovou a experiência de comunicação com almas sem corpos. Portanto conclui-se que a divisão dessa estrutura é carente de sentido e alma e corpo são uma coisa só, indissolúvel, os poetas que me perdoem.